
Dezembro Verde: Mês de combate ao abandono e maus-tratos contra pets.
Dezembro é um mês esperado por muitas pessoas, mas, nos últimos anos, se tornou ainda mais especial. Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 30 milhões de pets vivem em situação de abandono nas ruas de todo o país. Desse total, 10 milhões são gatos.
Por isso, trazendo um alerta em prol da conscientização e combate do não abandono de pets, o ‘dezembro verde’ foi criado. Essa campanha é dedicada a conscientizar a população sobre o abandono de pets, rejeitados com maior frequência no mês de dezembro.
Ao contrário do que se imagina, os pets também têm sentimentos. Eles se apegam aos tutores e ao lar que os foi dado. Quando ocorre o abandono, eles se encontram vulneráveis, sentem medo e angustia, alguns chegam a morrer de tristeza. Além de estarem suscetíveis a passar fome e sede, algo desconhecido até então e que pode acarretar sérios problemas na vida do bichano.
Outros riscos, como atropelamentos, se tornam realidade e uma grande porcentagem das estatísticas. Além disso, muitos acabam sendo alvos da maldade humana.
Como combater o abandono de pets
Os traumas de um abandono podem deixar cicatrizes na vida de um pet e, muitas das vezes, é fundamental o acompanhamento de um médico veterinário para conseguir reverter o quadro.
Além disso, as consequências do desamparo podem acarretar questões de saúde e segurança públicas, como é o caso das zoonoses, muito comuns em pets com situação de rua e que podem ser transmitidas aos humanos.
Nesse sentido, a principal forma de evitar as consequências do abandono é através da conscientização e da construção de um ambiente saudável para o pet. Ao adotar, é imprescindível compreender acerca das novas responsabilidades do tutor, ou seja, das mudanças que ocorrerão a partir da chegada do bichano.
Essas mudanças incluem custos com alimentação e serviços veterinários, e caberá ao tutor prover todas as necessidades básicas do pet, oferecendo-lhe os cuidados necessários para que ele possa se desenvolver saudável e feliz.
Por isso, ao adotar um pet, leve em consideração alguns questionamentos:
● Todos na família estão de acordo com a presença do novo integrante?
● O pet terá onde ou com quem ficar quando o tutor for viajar?
● Há um espaço adequado para dormir e brincar?
● O cuidador terá tempo de passear e dar atenção diária ao bichano?
● O tutor estará disposto a levar o pet ao médico-veterinário?
Essas e muitas outras perguntas devem ser consideradas, a fim de evitar que existam dúvidas, arrependimentos e que um futuro abandono aconteça.
Através da guarda responsável – no caso de tutores que já adotaram – e da adoção consciente, é possível combater o abandono e oferecer qualidade de vida ao pet.
Outra forma de combater o abandono é através da adoção de pets que foram resgatados por ONG’s e abrigos públicos ou privados, ajudando àqueles que não têm um lar e dando uma nova chance aos bichinhos que foram abandonados.
É importante ressaltar que abandonar ou maltratar animais é crime previsto pela Lei Federal nº 9.605/98. Além disso, a Lei Federal nº 14.064/20, sancionada em setembro de 2020, aumentou a pena de detenção que era de até um ano para até cinco anos para quem cometer estes crimes.
É hora de refletir
Abandonar não é uma opção. Cuidar de um pet é algo sério e não deve ser tratado como um simples hobbie ou desejo momentâneo. Exige responsabilidade, conscientização, respeito, carinho e muito amor! É necessário estar 100% disposto ao adotar e lidar com os desafios que o acompanham, para oferecer saúde e bem-estar ao nosso amigo de quatro patas.